Mostrando postagens com marcador meio-ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio-ambiente. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Energias renováveis - o macro e o micro
Estava, há pouco, observando as filmagens feitas pela ISS - International Space Station, das cidades à noite. É muito bonito de se ver. Para quem tiver curiosidade, o link é este.
Mas o que precisamos pensar é: como ficamos dependentes de obras gigantescas, plantações de milho com o tamanho de muitos países da Europa, fábricas do tamanho de cidades!
Essa característica de gigantismo é uma marca do capitalismo, desde a Revolução Industrial na Inglaterra até os dias de hoje.
Atualmente, essa opção pelo ciclópico também está presente nas fontes de energia, e se materializa em turbinas eólicas enormes, usinas hidrelétricas (necessárias, concordo) de porte gigantesco.
É a fase em que estamos. Mas que precisa ser revista. É preciso investir em geração distribuída de eletricidade, aquecimento solar, coleta de água de chuva.
No entanto, para que essa atitude seja tomada por TODA a sociedade, será preciso mudar a mentalidade das pessoas, mudando inclusive o sistema econômico vigente. Capitalismo não combina com autossuficiência.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ainda a geração distribuída
Estamos cansados de ver, no trânsito, pessoas jogando lixo na rua pelas janelas dos carros. Cigarros, garrafas pets, papel de bala, sacolas plásticas. Muitas vezes são carros "chics", indicando que se trata de pessoas que têm bom poder aquisitivo. Mas não têm boa educação. Não se importam com a cidade, com os outros, com o meio-ambiente.
As pessoas estão acostumadas a não pensar nas consequências de seus atos para o planeta. Por exemplo, em geral, gasta-se uma quantidade enorme de detergente para lavar a louça. Quantidade que é desnecessária e, ainda por cima, muito prejudicial ao meio ambiente, mesmo quando a embalagem do detergente diz que ele é "biodegradável".
Outro exemplo: o tempo todo vemos as pessoas lavando calçadas com mangueira, como se a mangueira fosse uma espécie de vassoura líquida. Água é um bem precioso e que já começa a escassear no planeta. Mas se se tentarmos dialogar com essa pessoa que está tendo a atitude irresponsável, provavelmente ela fará uma cara feia e dirá que nós não temos nada a ver com isso, que a água é dela e ela gasta o quanto quiser. Ou então, dará um sorriso e dirá que já está quase terminando.
Enquanto houver essa atitude individualista dos cidadãos, não conseguiremos fazer florescer a ideia da energia renovável, muito menos da geração distribuída.
Como já frisamos aqui, outro fator impeditivo é, ainda, o alto preço dessa forma de geração. Aquecedores solares, painéis fotovoltaicos e geradores eólicos residenciais ainda são muito caros.
Gradualmente, a consciência das pessoas está melhorando. Cada vez mais famílias reciclam seu lixo, economizam eletricidade e água, e têm hábitos de consumo sustentáveis.
Ao mesmo tempo, os equipamentos de geração distribuída, citados antes, começam a baratear.
Se formos colocar num gráfico cartesiano, trata-se, então, de duas linhas inclinadas. A linha da consciência ambiental tem um traçado ascendente. A linha do custo da geração distribuída, por outro lado, é uma linha descendente. Esperemos que elas logo se cruzem, indicando um ponto em que a educação ambiental tenha evoluído tanto, e o preço dos equipamentos tenha se reduzido tanto, que um grande número de famílias adote essa forma de geração de energia.
Que esse dia chegue logo, pois é uma corrida contra o tempo...
Marcadores:
água,
energia eólica,
energia fotovoltaica,
energia solar,
geração distribuída,
meio-ambiente,
sostenibilità,
sustainability,
sustentabilidade
domingo, 30 de outubro de 2011
A sustentabilidade e o lucro
Se dá lucro, é viável
As soluções ambientais passam, em nossa sociedade capitalista, pelo crivo da viabilidade econômica. Ou seja, só é viável aquilo que dá lucro.
É por isso que a geração eólica, por exemplo, ainda não foi adotada em larga escala. Ela é muito cara. Também é por isso que a maioria das usinas de açúcar utiliza a palha da cana para a geração de eletricidade para mover as máquinas. Como sobra um excedente, muitas usinas de açúcar se transformaram em pequenas usinas elétricas, que vendem esse excedente de energia para os vizinhos. Isso não ocorreu por consciência ecológica dos empresários, mas sim porque resulta em economia.
De qualquer forma, é melhor que isso tenha sido adotado pelas usinas, mesmo que a motivação não seja a proteção ambiental. O resultado, para a Natureza, é o mesmo.
Infelizmente, em boa parte das vezes, o que dá mais lucro é o que mais agride ao meio ambiente.
Plantar mogno é economicamente inviável, pois a árvore demora 50 anos ou mais para produzir boa madeira. Então, a opção das empresas sem ética é desmatar clandestinamente.
Papel reciclado é mais caro, devido aos processos para sua produção. Assim, ele ainda não ganhou popularidade.
Mesmo as soluções baratas demoram a ser adotadas, pois há uma fase de transição que exige investimentos. As pessoas são acomodadas e preferem manter tudo como está.
No entanto, a humanidade está numa corrida contra o tempo. O aquecimento global é uma realidade, mesmo sendo negada por muitos. A China "comunista" diz que aquecimento global é invenção dos capitalistas. Por outro lado, a extrema-direita anticomunista também diz que o aquecimento global não existe, pois seria invenção dos comunistas!!
Por trás dessas negações está a recusa de implementar mudanças que têm um custo econômico. A China não quer parar de vender para o mundo. O mesmo vale para os empresários dos EUA.
O ser humano continua a agredir o meio-ambiente. A Natureza começa a dar sinais de que dará o troco, com força.
Cabe aos que trabalham por um mundo sustentável ter duas atitudes:
1) buscar soluções que sejam as mais econômicas que for possível, para que elas não sejam rejeitadas como "sonhadoras";
2) pressionar os poderes constituídos para que a proteção do meio-ambiente não esteja, sempre, condicionado ao lucro dos gananciosos.
Proximamente, falaremos de muitas soluções bem econômicas e, por isso, palatáveis ao ser humano nos dias atuais.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Sua conta de luz
![]() |
| Imagem: digitalart / FreeDigitalPhotos.net |
Como descobrir, em sua casa, quanto gasta de energia cada aparelho, cada lâmpada?
A conta de energia é, até hoje, chamada popularmente de "conta de luz" pois, em meados do século passado, as lâmpadas eram as comilonas da casa. Respondiam por 80% a 90% da conta. Hoje, não é mais assim. No entanto, o apelido se manteve.
Nossas contas de consumo elétrico são cobradas por quilowatt-hora, medida que confundida com quilowatt por hora mas, na verdade, trata-se de quilowatt vezes hora. Parece complicado, mas é simples. Acompanhe o raciocínio:
Imagine uma lâmpada bem forte, de 1000 watt. É o tipo de lâmpada que serve para iluminar um estacionamento. Escolhemos esse valor, 1000 watt, porque corresponde a 1 quilowatt A cada hora em que essa lâmpada fica acesa, ela gasta 1 quilowatt-hora.
Resumindo: 1 quilowatt de potência, 1 hora acesa, 1 quilowatt-hora.
Mas e se for uma lâmpada de 100 watt, do tipo incandescente, do tipo que frequenta nossa sala de estar? Ora, 100 watt corresponde a 0,1 quilowatt. Portanto, para consumir 1 quilowatt-hora, ela precisa ser mantida acesa por 10 horas. Ou seja, 0,1 kw vezes 10 h igual a 1 kwh.
E quanto custa cada quilowatt-hora?
Esse valor pode variar de região para região. Em média custa, na prática R$ 0,50. Estamos incluindo aí os impostos e outras taxas.
Para descobrirmos quanto cada aparelho gasta, precisamos descobrir qual a potência do aparelho (ou da lâmpada) em quilowatt. Tomemos, novamente, o caso da lâmpada de 100 w. Digamos que ela esteja na sala de estar. Vamos supor que ela fique acesa todos os dias das 18 h até as 23 h. São 5 horas de acendimento diário. Como vimos antes, 100 w correspondem a 0,1 kw. Esse valor vezes 5 horas resulta 0,5 kwh. Portanto, num mês de 30 dias, o consumo da lâmpada será de 15 quilowatt-hora. Pois bem, 15 vezes R$ 0,50 dá um total de R$ 7,50. É a fatia correspondente a essa lâmpada na conta de energia.
Aqui vão exemplos de aparelhos e suas potências:
Geladeira ou freezer: em média 400 w.Lavadora de roupas: cerca de 700 w.Ventilador: 100 w, em média.Aparelho de som: 20 w, em média.Computador: 250 w.Chuveiro: 5000 w.
Os dois grandes vilões de sua casa podem ser o chuveiro, pela elevada potência, e o computador, pelo número de horas em que ele fica ligado.
Digamos que a família tenha 4 pessoas (talvez o casal e seus dois filhos) e, em média, cada um tome um banho diário de 15 minutos. esses 15 min vezes 4 resulta 1 hora diária. Portanto, 5 kwh por dia. Num mês de 30 dias, são 150 kwh. Isso dá um valor de R$ 75,00 mensais!!
Essa mesma família talvez tenha dois computadores, sendo que cada um fica ligado 4 horas por dia. Vamos à conta: 2 X 250w X 4h X 30 dias = 60 kwh, resultando em R$ 30,00 mensais.
Mas, na verdade, é falacioso procurar um vilão único, ou mesmo dois. É preciso tomar medidas gerais para economizar. Troque TODAS as lâmpadas de sua casa por lâmpadas fluorescentes compactas. No lugar de uma lâmpada de 100w, uma fluorescente de 16 w produz a mesma iluminação. Use mais a iluminação natural durante o dia. Reduza o tempo de banho. Não deixe a televisão ligada se não estiver assistindo.
Por falar em tv, sim, é verdade que os monitores de LCD consomem bem menos do que os antigos, de tubo. Porém, há um desgaste ambiental toda vez que descartamos aparelhos "velhos". Então, use sua tv de tubo até que ela realmente não funcione mais. O mesmo para os monitores dos PCs.
As lâmpadas de LED são ultra-econômicas. Mas seu preço ainda está tão alto que elas demoram cerca de 3 anos para se pagarem e, então, começarem a render no seu bolso. Mas isso é por enquanto. Os preços estão caindo rapidamente. Logo será vantajoso te-las em casa. Até porque elas duram anos a fio.
Marcadores:
energia elétrica,
energias renováveis,
environment,
iluminação,
inquinamento,
lâmpadas,
led,
meio-ambiente,
sostenibilità,
sustainability
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Brasil, país do presente
![]() |
| Créditos da imagem: dan / FreeDigitalPhotos.net |
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de combustíveis renováveis - cana de açúcar e biodiesel - e nossa produção cresce cada vez mais.
Somos, também, um dos países que mais utiliza a geração hídrica de eletricidade. A Natureza foi generosa com a América do Sul, dando-nos rios imensos que, hoje, se tornaram fonte de energia razoavelmente limpa, isto é, com menos danos ao meio-ambiente.
Somos um dos membros dos famosos BRICs. os países que continuam tendo crescimento enquanto a Europa e os EUA lutam contra o desemprego galopante, falências de bancos, etc.
Agora precisamos direcionar, cada vez mais, nossos esforços para a preservação do meio-ambiente. Temos todas as condições para isso!
Essa é a motivação para a criação deste espaço de debate.
Assinar:
Postagens (Atom)





