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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A questão dos custos

Por que o mundo ainda não adotou os geradores eólicos?

Por que continuamos a queimar, sem utilizar, os gases provenientes das indústrias petroquímicas (foto)?

A resposta é uma só: custos.

Créditos da imagem: John Kasawa / FreeDigitalPhotos.net

Este site tem contato com profissional da área de geração e distribuição elétrica, que tem cargo de direção numa grande empresa da área. Essa empresa planeja utilizar energia solar fotovoltaica para iluminar um grande espaço público.

Pois bem: os estudos iniciais dos custos são desanimadores:

Custo da energia hidrelétrica: cerca de R$ 150,00 por megawatt.hora;
Custo da energia fotovoltaica: cerca de R$ 600,00 por megawatt.hora
Ou seja, a geração fotovoltaica custa quatro vezes mais. E isso, mesmo tendo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) reduzido em 80% o imposto sobre transporte dessa energia, que é um pedágio que os elétrons pagam para circular na rede de distribuição de nosso país.
Há uma clara barreira tecnológica que, aos poucos, precisa ser rompida para baratear o custo dessa modalidade de geração elétrica.

Vivemos num país - e num planeta - capitalista. A realidade econômica é implacável com as soluções que aumentam os custos. Simplesmente não é viável. O lado positivo é que, quando uma solução é economicamente vantajosa, ela é naturalmente adotada por todos. Alguns exemplos dessa afirmação:

As lâmpadas econômicas
Créditos da foto

Os exaustores eólicos

As pilhas recarregáveis

Esses três itens foram adotados com entusiasmo, não porque as pessoas tenham consciência ecológica tão forte, mas porque elas querem sempre uma solução vantajosa economicamente para as questões do dia a dia.

Então, o desafio para os próximos anos será criar tecnologia sustentável e, ao mesmo tempo, barata. Dessa forma, estaremos garantindo que as pessoas, naturalmente, utilizarão essa tecnologia.

domingo, 20 de novembro de 2011

O Sol e a energia


Quando falamos em energia solar, podemos estar falando, basicamente, de duas formas de energia: aquecimento solar e energia fotovoltaica.

O aquecimento solar é feito por um dispositivo simples que, colocado no telhado da residência ou empresa, recebe calor do Sol e o transfere diretamente para um reservatório d'água (às vezes cilíndrico, como nesta imagem)..


O gerador fotovoltaico é mais complexo. Ele transforma radiação solar em eletricidade por um fenômeno chamado efeito fotoelétrico (cujo estudo deu o prêmio Nobel a Einstein) e armazena essa eletricidade numa bateria.



Mas, se formos analisar as formas de geração de energia que temos na Terra, faremos uma constatação: quase todas, ao fim e ao cabo, vem do Sol.  Senão vejamos:

- energia solar - aquecimento de água através da radiação do Sol;

- energia fotovoltaica - eletricidade obtida a partir da radiação do Sol;

- energia hidrelétrica - eletricidade produzida pelos rios. Ora, mas os rios são alimentados continuamente pelo regime de chuvas. E as chuvas são o resultado da evaporação de água provocada pelo calor do sol;

- biomassa - é a forma de energia obtida pela queima de massa vegetal, em geral palha de arroz, bagaço de cana ou palha de milho. Se lembrarmos das aulas de biologia, os vegetais crescem a partir da fotossíntese, isto é, eles usam a energia solar, o CO2 e o oxigênio do ar, combinados, para se desenvolver. Portanto, sem o Sol não haveria biomassa;

- energia eólica - obtida através da força dos ventos. Só que os ventos existem devido a diferenças de temperatura entre as massas de ar, diferença essa que é provocada pelo Sol;

- etanol e biodiesel - bem, como já vimos antes, se vem de vegetais, vem do Sol.

As exceções ficam por conta de três formas de energia: a geotérmica (que aproveita o calor interno da Terra), a energia obtida das marés (que são provocadas pela gravidade da Lua) e o petróleo. Mesmo esse último é produto do calor do Sol de eras passadas, que permitiram a vida animal e vegetal de tempos pré-históricos.
 
O Sol um dia se extinguirá. Os cientistas preveem a morte do Sol para breve, daqui a uns 4 ou 5 bilhões de anos. Até lá, poderemos usar sua energia abundante para nossa evolução em harmonia com a Natureza.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

casa sustentável

Você já pensou em alternativas para sua casa?

Como já comentamos aqui, o futuro é da geração distribuída. Isso se mostra verdadeiro para a energia eólica, para o aquecimento solar, para a energia fotovoltaica e, até mesmo, para a geração hidrelétrica.

Na figura acima vemos alguns dispositivos conhecidos, outros nem tanto. O mais conhecido é o simpático exaustor eólico que vemos nos telhados de fábricas e comércio. Trata-se de uma estrutura bojuda que é, na verdade, um catavento de eixo vertical. Ao girar, ele move o exaustor. Isso resulta em grande economia energética, já que não utiliza eletricidade.

O gerador eólico de eletricidade é, também conhecido, mas na sua versão gigante, nas chamadas fazendas eólicas. A geração de energia eólica em residências, prédios e indústrias tem a vantagem de não necessitar de rede de fios para distribuição. Ela é gerada, armazenada e consumida num único local.

O armazenamento da energia é feito por grandes baterias, como a que está junto à placa fotovoltaica (a placa feita de retângulos azulados). Ele acumula energia e a libera já formatada para acionar nossos aparelhos eletro-eletrônicos, ou seja, com voltagem de 110 / 220 volts, corrente alternada.

O objeto que parece uma cadeira de praia é o fogão solar, extremamente eficiente em dias ensolarados. Falaremos mais dele em outros artigos.

E temos o aquecedor solar, com seu reservatório cilíndrico, que reduz drasticamente o gasto com eletricidade, já que os nossos chuveiros elétricos são os grandes comilões da casa.

A verdade, neste momento histórico, é que as pessoas só aderem a alternativas energéticas se elas forem monetariamente vantajosas. E mesmo assim, o investimento inicial tem que ser muito baixo para que um número signficativo de lares (ou indústrias) invistam em energias renováveis. Um bom exemplo disso é o exaustor eólico, que é amplamente utilizado, pois é barato e fácil de instalar.

Por que os lares brasileiros, principalmente no sul-sudeste, ainda usam chuveiros elétricos? Um dos motivos é que nossa eletricidade ainda é muito barata, por ser de geração majoritariamente hidrelétrica. Não fosse isso, já teríamos substituído os chuveiros e torneiras elétricas por aquecedores solares. No entanto, esses aquecedores exigem um investimento inicial que está acima da capacidade de boa parte dos brasileiros. É uma pena pois, no máximo em dois anos esse investimento retornaria ao bolso de quem o realizou e, dali em diante, o aquecedor elétrico daria um bom retorno mensal à família que o adotou.

Este site-blog falará, detalhadamente, desta e de outras alternativas energéticas. Você ainda terá algumas destas em casa, se é que já não tem...


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O futuro é da geração distribuída

Créditos da imagem: xedos4 / FreeDigitalPhotos.net
Uma previsão interessante sobre a África: a maior parte do Continente não passará pela fase dos fios elétricos e torres de transmissão de eletricidade. Essa opção é inviável economicamente para as regiões mais pobres da África, que são a maioria.

Para a África, o futuro reserva a geração distribuída. E para o mundo, também.

Como funciona a geração distribuída? Basicamente, abandona-se o modelo que vigora atualmente na maior parte do mundo, modelo este que funciona com uma grande geração de energia elétrica centralizada numa usina, seja ela hidrelétrica, termoelétrica ou outra. Das usinas passamos às distribuidoras, e destas para as residências.


O modelo atual começa, aos poucos, a ceder espaço para a geração distribuída, que é a geração no próprio imóvel, no quarteirão ou no bairro que irá consumir aquela energia.

Para que uma casa gere sua própria energia, alguns requisitos têm que ser cumpridos. Ao longo do tempo, falaremos deles neste site-blog. Aqui mencionaremos um desses requisitos, que a geração fotovoltaica de eletricidade. Há outras alternativas para geração elétrica, como o vento. O imóvel pode usar mais de uma forma.

A geração fotovoltaica utiliza placas especiais, os chamados painéis solares. Esses painéis podem estar no telhado ou num outro local que receba uma boa quantidade de luz do dia. Como na imagem abaixo:

Créditos da imagem: xedos4 / FreeDigitalPhotos.net
Mas os painéis solares podem ser as próprias telhas!! E, ainda por cima, são telhas muito bonitas:
Saiba mais clicando aqui (site em inglês)
Se a casa tiver iluminação com lâmpadas de led, hiper-econômicas, a geração será mais do que suficiente para iluminação, funcionamento de TVs (também de led), computadores e outros eletrodomésticos. Para o chuveiro, ferro elétrico, secador de cabelos e outros dispositivos, a geração fotovoltaica pode não ser suficiente. Ou seja, ela terá que vir associada com outras formas, como aquecimento solar, geração eólica e outras.

Em países da Europa, existe inclusive a possibilidade de o imóvel ter uma conta de luz negativa, isto é, ele pode gerar mais eletricidade do que é capaz de consumir. Neste caso, ele vende o excedente à companhia distribuidora, para que ela revenda a outros consumidores! Fantástico, não?