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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Casa ecológica - compostagem

Aqui o site original desta imagem
Quando eu era criança, no interior, costumávamos separar um pedaço do quintal para fazer compostagem. Enterrávamos cascas de frutas, restos de comida, etc, e aquilo virava um adubo de primeira. Em certas épocas do ano, simplesmente não produzíamos lixo. Que tal planejar as cidades para que as casas - ou os quarteirões - tenham um local de compostagem? Se o lixo reciclável for efetivamente reciclado e o não reciclável for transformado em adubo, a produção de carbono cai drasticamente. Nesses quintais poderia se plantar árvores, fazer hortas, jardins...

O lixo orgânico também pode ser usado para produzir energia, através da queima, como mostramos aqui. Também é uma forma de energia renovável. Mas neste post falaremos de como é possível que uma casa reduza ou até elimine a produção de lixo orgânico, simplesmente colocando-o para se transformar em adubo.

Aqui cabe uma crítica e um pedido aos senhores arquitetos e engenheiros civis. Projetem casas e apartamentos com uma área onde se possa fazer compostagem, onde se possa instalar um aquecimento solar de água, uma placa fotovoltaica, um pequeno gerador eólico de eletricidade, e tanque para armazenamento de água para reutilização, com captação de águas pluviais. Procedendo desta forma, os senhores estarão dando uma contribuição inestimável ao meio ambiente.

Além da compostagem do lixo, já existem equipamentos para fazer a compostagem dos dejetos humanos. Sim, acredite, é possível morar numa casa que não joga esgoto nos rios.

Veja a descrição de um desses equipamentos, deste site da empresa Sun-Mar, que os vende:

O Excel é a nossa unidade mais vendida nos EUA e por boas razões. É um toillet com um compartimento biodigestor [bio-drum] de alta capacidade, é muito simples de operar, possui tecnologia bem comprovada e é extremamente confiável. O Excel foi o primeiro banheiro de compostagem auto-suficiente que foi certificado pelo National Sanitation Foundation (NSF). Então, quando você compra um Excel, você está literalmente comprando um banheiro de compostagem que estabelece o padrão.

O Excel tem capacidade suficiente para que ele possa ser usado em qualquer lugar, em residências, casas e até mesmo em pequenos estabelecimentos comerciais.

Para simular o uso residencial do Excel, ele foi testado pelo National Sanitation Foundation (NSF) na capacidade máxima para seis meses contínuos, durante o qual o Excel não produziu odor e produziu composto, de maneira limpa e segura. Somente unidades Sun-Mar auto-suficientes são listadas para uso residencial e em casas de campo pela NSF, cujo padrão # 41 é o padrão mais difícil de ser atingido no desempenho de compostagem no mundo.

Os dois tubos de ventilação são acoplados na parte traseira superior do Excel e podem ser instalados de forma invisível, fazendo-o passar através da parede até o exterior. Para maior conforto, o Excel tem um apoio para os pés resistente destacável que pode ser removido para retirar a gaveta de compostagem.

Em uso normal, o Excel pode normalmente evaporar todos os líquidos, no entanto, um tubo de drenagem de emergência de ½ polegada está instalado na retaguarda e deve ser conectado se a unidade estiver sendo utilizada em residência ou em utilização pesada, ou se é esperada falta de energia prolongada.
Para algumas pessoas, principalmente da classe média alta, ecologia é assunto chic, desde que não interfira nos hábitos de vida perdulários e anti-ecológicos que esses cidadãos costumam manter. Um toillete que produza composto orgânico no próprio banheiro da casa é impensável para essa mentalidade. Mas lá nos EUA e na Europa muitas pessoas já estão fazendo isso.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Biogás - o problema vira solução

site original da imagem aqui
Existem muitos problemas a serem resolvidos no nosso modo de vida urbano. Citamos aqui dois deles:

- a produção diária de lixo pela população - Em nosso país, não há estatísticas exatas da quantidade de lixo produzida pelos aglomerados urbanos, mas acredita-se que esteja entre 1 a 2 kg por residência, por dia.(1). Os lixões, em muitas partes do Brasil, já estão a se esgotar. Nas capitais, esse processo está em ritmo acelerado, colocando às prefeituras e governos estaduais questões de saúde pública.

- a necessidade de fornecer eletricidade a mais e mais famílias - Este é outro desafio. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, baseada na geração hidrelétrica. Usinas como a de Belo Monte, embora sejam alvo de uma campanha por parte de ONGs dos EUA e Europa (regiões que usam a geração a carvão como matriz!!) são a opção mais viável. Mas o Brasil começa, também a utilizar outras formas de geração.

O lixo orgânico contém um alto potencial de geração de calor. Em certas condições, ele se transforma num verdadeiro biocombustível, fazendo funcionar usinas que geram eletricidade, biogás e... fertilizante agrícola!!

Dessa forma, dois problemas somados resultam em... soluções!

Recentemente, um shopping em São Paulo teve que ser evacuado porque, tendo sido construído sobre um lixão (!!), o prédio estava sendo invadido por gás metano, altamente inflamável, com risco de explosão. O problema foi resolvido com instalação de tubulações que direcionam esse gás para a atmosfera. Ora, o gás metano produz o chamado efeito-estufa, causador de aquecimento global. Aliás, o gás metano é ainda pior do que o CO2 como causador de aquecimento global. Ao invés de a prefeitura ter autorizado a construção do shopping, deveria ter construído uma usina de produção de biogás e eletricidade no local.

A produção de energia a partir do lixo exige algumas condições. Primeiro, mudança de hábitos: a população tem que separar o que é lixo orgânico (cascas de legumes, restos de comida, etc) do que é reciclável (plásticos, papel, vidro e metal). Esse lixo orgânico sofre processos químicos pela ação de bactérias, em enormes recipientes conhecidos como biodigestores. Desse processo resulta o biogás, que é então usado para produzir eletricidade, alimentar fornos em empresas ou até para mover veículos!!

Em pequenas cidades, pode ser uma solução para iluminar praças públicas, por exemplo. Ou para abastecer, com biogás, os veículos municipais.

Cada vez mais, essas soluções terão que ser adotadas, pois manter lixões sendo continuamente alimentados com toneladas de lixo, não é sustentável.

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(1) É uma quantidade ainda baixa. Nos EUA, por exemplo, onde os hábitos de consumo não são os mais adequados ao planeta, produz-se muito mais, da ordem de 3 a 5 kg por pessoa por dia. Agora, com a crise, talvez eles estejam sendo forçados a repensar esse modo de vida...