sábado, 19 de julho de 2014

Porque reduzir ou eliminar as carnes da alimentação


Vamos raciocinar juntos:

1) O Brasil é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo (EUA, China, Índia, Rússia e Japão lideram esse ranking).

2) 75% das emissões brasileiras vem do desmatamento. Indústrias, carros, etc, respondem por apenas 25%.

3) O desmatamento não tem como objetivo principal plantar alimentos para os seres humanos, mas sim plantar alimento para bois, porcos e galinhas. Soja, milho, sorgo e outras culturas são para alimentar centenas de milhões de animais, que depois serão mortos para seus cadáveres serem consumidos pelos seres humanos.

Portanto, juntando os itens 1, 2 e 3, concluímos que uma GRANDE contribuição que cada um de nós pode dar ao meio ambiente é parar de consumir carnes. Se muitas pessoas reduzissem ou eliminassem as carnes de sua dieta, haveria uma drástica redução do desmatamento.

Já está provado que comer carne é desnecessário. Mais da metade da população mundial não consome carnes. Este autor é vegetariano há quase 30 anos e goza de uma saúde excelente. Na verdade, hoje se sabe que é a carne que provoca muitas doenças. Até os médicos são forçados a reconhecer isso, meio a contragosto, pois eles preferem receitar remédios de grandes laboratórios do que recomendar mudanças de hábitos a seus pacientes.

A alimentação vegetariana é saborosa e não tem nada a ver com a alimentação natureba que é vendida a nós como sendo vegetariana. Vegetarianos de verdade adoram temperos, pimentas, alho, cebola. Então, não vamos confundir alimentação vegetariana com comida de hospital.

Você pode começar com a famosa segunda sem carnes, ou seja, toda segunda-feira você faz uma alimentação vegetariana. Pense nisso.

Obs.: aqui vai uma lista de alguns vegetarianos famosos, só para relembrarmos que vegetarianos são fortes e dinâmicos.

Jean-Claude Van Damme
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Jackie Chan
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Paul McCartney
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Avril Lavigne
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Rodrigo Santoro
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Penelope Cruz
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Eder Jofre
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Brad Pitt
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Richard Gere
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Todos eles aboliram a carne de seus cardápios há muitos anos. Então, é a sua vez.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Energias renováveis - o macro e o micro


Estava, há pouco, observando as filmagens feitas pela ISS - International Space Station, das cidades à noite. É muito bonito de se ver. Para quem tiver curiosidade, o link é este.

Mas o que precisamos pensar é: como ficamos dependentes de obras gigantescas, plantações de milho com o tamanho de muitos países da Europa, fábricas do tamanho de cidades!

Essa característica de gigantismo é uma marca do capitalismo, desde a Revolução Industrial na Inglaterra até os dias de hoje.

Atualmente, essa opção pelo ciclópico também está presente nas fontes de energia, e se materializa em turbinas eólicas enormes, usinas hidrelétricas (necessárias, concordo) de porte gigantesco.

É a fase em que estamos. Mas que precisa ser revista. É preciso investir em geração distribuída de eletricidade, aquecimento solar, coleta de água de chuva.

No entanto, para que essa atitude seja tomada por TODA a sociedade, será preciso mudar a mentalidade das pessoas, mudando inclusive o sistema econômico vigente. Capitalismo não combina com autossuficiência.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Gado na Amazônia


Para que a vida humana no planeta Terra seja sustentável (1) é preciso mudar hábitos de consumo e hábitos de utilização dos recursos naturais.

Cada cabeça de gado pesa, em média 700 kg e exige cerca de 0,34 hectare (0,34 m2) para pastagem. O agronegócio visa só uma coisa: lucro. Por isso, é comum que as empresas que são donas das fazendas abandonarem um território cujas pastagens estejam exauridas e simplesmente comprarem outra fazenda. Sai mais barato para eles do que recuperar a terra. Mas para o país e para o planeta, isso sai muito caro. Não é sustentável.

O planeta Terra é um dos menores do Sistema Solar. Não podemos mais nos dar ao luxo de exaurir milhares e milhares de quilômetros quadrados de território e, depois, abandonar essa imensa área para ocupar outra, como se fôssemos um bando de gafahotos vorazes destruindo uma plantação para, em seguida, seguir adianta em revoada.

As coisas se agravam quando o agronegócio avança, com seus tratores e motosserras, na Amazônia. Aquele ecossistema é extremamente delicado. O solo é rico mas, em muitos lugares da Amazônia, se cavarmos um ou dois metros encontramos solo arenoso. Isso acontece porque, provavelmente, a Amazônia já foi um mar em tempos pré-históricos.

Cada quilo de carne bovina exige, para ser produzido, 15.000 litros de água doce!! Só por medida de comparação: um quilo de trigo precisa de 1.000 litros de água.

Está na hora de revermos, repito, hábitos de consumo e formas de utilização de recursos naturais, como a terra, por exemplo.


(1) Este site adotou a seguinte definição de sustentabilidade: sustentabilidade é viabilidade ao longo do tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A volta do trem


No século passado, o desenvolvimento do Brasil foi calcado nas rodovias. Indo na contramão do ambientalmente correto, deixamo-nos influenciar por países como os EUA que, ainda hoje, não desenvolveram suas ferrovias como a Europa fez. Neste século, o Brasil começa a voltar às ferrovias.

"Governar é abrir estradas" - Essa frase foi a frase símbolo de Washington Luís quando governou o Estado de São Paulo na década de vinte. Naquela época isso se justificava pois para povoar o Estado era necessário construir caminhos onde não os havia.

Mais adiante, no final da década de cinquenta, o presidente Juscelino Kubitschek continuou essa tradição rodoviarista. Era importante abrir estradas mas, por uma forte influência dos EUA, não desenvolvemos a malha ferroviária como deveríamos. Em favor do presidente JK, registre-se que foi em seu governo que o Brasil ganhou a RFFSA (Rede Ferroviária Federal), estatal que tinha por objeto o desenvolvimento da malha ferroviária nacional. Mas talvez o presidente Juscelino não tenha encontrado condições políticas e econômicas de fazer da RFFSA um motor mais efetivo de desenvolvimento e integração nacional.

Do ponto de vista ambiental e energético, a ferrovia é muito melhor do que a rodovia. É uma questão de usar a energia disponível de maneira sustentável. No entanto, as ferrovias que tínhamos não eram, nem de longe, suficientes para nossas necessidades. Apesar de tudo, tínhamos ferrovias.

Na década de 90, tudo mudou. O Brasil deu prioridade absoluta à rodovia. Isso foi um desastre. Rodovias exigem um agressivo desmatamento, carros são poluentes. E transportar produtos em caminhões num país do tamanho do Brasil é absolutamente antieconômico. O chamado "custo Brasil" cresceu desmesuradamente ao optarmos pelo transporte rodoviário. Boa parte do preço que pagamos pelas mercadorias é transporte.


O Governo Federal está aportando recursos, há alguns anos, para a reconstrução da malha ferroviária brasileira, praticamente destruída nos anos 90s.


Fazem parte dessa recuperação a Ferrovia Norte-Sul, a Ferrovia TransNordestina e o Trem Bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro.

No nível dos governos estaduais, registre-se a construção, na região sul do Brasil, da Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste).

Como já dissemos aqui, energia é uma questão de produção, mas também de consumo racional. Transporte ferroviário (e metroviário) é extremamente econômico do ponto de vista de energia.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Energia eólica na China



O jornal chinês Shanghai Daily publicou, no final do ano, uma notícia considerada alvissareira: 3% da eletricidade gerada na China será, em 2015, energia eólica. O problema é que isso parece pouco. E é mesmo. Mas a verdade é que não é fácil mudar a matriz energética de um país.

Nesta semana, houve uma poluição tão grande em Pequim que obrigou as autoridades a fecharem aeroportos, devido à baixa visibilidade. Ou seja, é poluição pra México nenhum botar defeito. Então, por que esse mirrado índice de 3% merece ser notícia de jornal?

O que ocorre é que a energia eólica é extremamente cara, quase proibitiva, ainda mais para uma população majoritariamente pobre como é a da China.

E olhe que o regime de ventos na China não é dos piores. Mas o que acontece é que, em geral, a energia eólica só é viável, economicamente, no formato de geração distribuída, isto é, com pequenos geradores eólicos residenciais.

Estive na Índia e no Nepal, muitos anos atrás. Foram os dois países mais poluídos que já conheci. Acontece que quase todos os indianos cozinham queimando esterco de vaca seco (e não estou brincando), pois a lenha é caríssima e o gás é privilégio de poucos.

Além disso, o transporte público na Índia e no Nepal são absolutamente precários. O resultado é que quase todo indiano tem um carrinho ou uma motocicleta. Carros velhos e fumacentos imperam. Motos mais fumacentas ainda.

A fumaça é tanta que parece efeito especial de filme de ficção científica. No Nepal, a mesma coisa. Talvez seja, também, o caso da China. Nesta época lá é inverno. Em algumas regiões, o tempo fica muito frio e seco, mantendo a poluição perto do solo por muito tempo.

A solução, para países como a China e a Índia, é o biogás, que reduziria drasticamente a poluição. Certamente que os governos da China e da Índia estão trabalhando para melhorar a sustentabilidade da geração de energia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Redução do consumo

Tela flexível de OLED - site dessa imagem
Há muitos anos atrás eu trabalhei com criação de peixes ornamentais (1). Um dos pontos mais importantes para manter os peixes saudáveis é a temperatura. Como são peixes tropicais, em sua maioria, é preciso que a temperatura da água fique, no mínimo, a 25º. No inverno, a temperatura externa caía para 6º ou menos. Era preciso aquecer o ambiente em que os reservatórios de água estavam. Ou manter a própria água numa temperatura ideal.

Para isso, a maioria dos criadores gastava muito dinheiro em aquecimento. Alguns usavam bujões de gás colocados num canto, com um bico de maçarico aceso quase que o tempo inteiro. Outros usavam aquecedores elétricos imersos na água. Em ambos os casos, os gastos eram enormes com a mantença do ambiente aquecido.

Quando iniciei a atividade, logo percebi que a questão não era produzir muito calor, mas conservar bem o calor. Então fiz uma estufa com paredes forradas de isopor, e telhado plástico. Tanto o isopor como o plástico são isolantes térmicos. O resultado era que eu conseguia manter a temperatura com um gasto mínimo de dinheiro (e de energia!!).

A questão da energia renovável não é só de produzir energia com eficiência, mas também utilizar com eficiência, sem desperdício. Por isso temos que colocar um olhar otimista nas novas tecnologias das tvs e da informática. Uma delas é a tela de OLED, o LED orgânico (2). Esta tecnologia permitirá fazer telas finas e flexíveis, com um gasto mínimo de material e um consumo mais mínimo ainda de eletricidade.


A parte ruim é que, uma vez criada uma nova tecnologia, as pessoas querem migrar logo para ela. É o consumismo estimulado pela nossa sociedade. A parte boa, neste caso, é que se trata de uma tecnologia bem mais amigável ao meio ambiente. A evolução dos monitores foi positiva nesse sentido. Saímos dos monitores de tubo, pesadões, onerosos ao meio ambiente para serem produzidos e comilões de eletricidade quando em funcionamento. Os monitores de LCD consomem bem menos energia. E, ao que parece, entraremos na era do OLED, com redução ainda maior de gasto de eletricidade.


__________________
(1) Hoje eu questiono se essa atividade não é prejudicial ao meio ambiente, estimulando as pessoas a terem em casa seres que, muitas vezes, não são oriundos de criadouros legalizados, e sim retirados da Natureza, apesar das proibições legais.

(2) Em próximos artigos falaremos mais sobre a tecnologia do OLED, detalhando seu funcionamento.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fusão a frio

Andrea Rossi
Sergio Focardi


Será mesmo possível? Teremos energia praticamente infinita a preço baixo, e sem agredir o meio ambiente?

A fusão a frio consiste na união de dois átomos para formar um só, em temperatura ambiente ou, pelo menos, não muito além da temperatura ambiente. Essa fusão de átomos produziria calor que, por sua vez , poderia ser convertido em outras formas de energia, como eletricidade. E tudo sem gerar subprodutos nocivos, sem emitir CO2 e sem o perigo de uma explosão nuclear.

Os reatores atuais funcionam pelo processo contrário, de divisão de átomos (fissão nuclear), liberando enormes quantidades de energia, mas liberando também elementos radioativos. E com a sempre presente possibilidade de um acidente nuclear, como já aconteceu em Three Mile Island (EUA), Chernobyl (URSS) e, mais recentemente, em Fukushima, no Japão.

A fusão a frio é, portanto, o sonho de muitos visionários. Mas é rejeitada como impossível por cientistas ortodoxos. Estes dizem que a fusão de átomos só é possível em altíssimas temperaturas, o que tornaria o processo inviável economicamente.

Martin Fleischmann e Stanley Pons, no ano de 1989, anunciaram ter conseguido realizar a fusão a frio. No entanto, os laboratórios no mundo alegaram que não conseguiam reproduzir o processo. Os dois cientistas desapareceram do noticiário. Alguns viram nesses eventos uma espécie de operação-abafa em nível mundial.

Mais recentemente, dois italianos, Andrea Rossi e Sergio Focardi, anunciaram que conseguiram realizar a fusão a frio, utilizando átomos de níquel e hidrogênio, gastando 400W de energia e gerando 1200W, um rendimento enorme!

O catalizador (E-cat) criado por eles está sendo preparado para a comercialização, segundo eles. Comercialização, já? O foco no lado prático talvez seja resultante do fato de que Andrea Rossi não é cientista, mas sim inventor. Ele parece ter partido de um paradigma completamente diferente para abordar a questão. Isso é bom sinal. Cientistas, quase sempre, são extremamente conservadores e se recusam a sair de seus velhos paradigmas, mesmo quando eles desmoronam.

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Os dois pesquisadores não dão, ainda, detalhes de seu sistema, pois ainda estão em processo de efetivação das patentes internacionais.

Se tudo der certo, teremos uma fonte inesgotável de energia. Porém, há um porém. Sempre há um porém, como dizia o dramaturgo Plinio Marcos. Nada é perfeito. Se realmente conseguirmos produzir fusão a frio, geraremos uma quantidade de calor a partir de matéria. A energia que estava inerte, aprisionada nos átomos de níquel e hidrogênio, se transformará em calor. Isso guarda uma forte semelhança com o petróleo. Também no caso do combustível fóssil, trata-se de energia contida nos átomos e que é liberada. É verdade que, no caso do petróleo, há o agravante da liberação de CO2 na atmosfera. A fusão a frio não produz CO2. No entanto, teremos que lidar com o problema de calor produzido em quantidade, contribuindo para aquecer o planeta. Mas esse é um problema menor, que teremos condições tecnológicas de resolver. Que venha, pois, a fusão a frio!!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os meninos e a energia da Natureza


Dois meninos. Um negro e um branco. Ambos brilhantes. Ambos com propostas para utilizarmos melhor as energias renováveis do planeta.

O menino que domou o vento

O menino negro (hoje já com 25 anos) é William Kamkwamba, conhecido pela alcunha de "o menino que domou o vento". Nascido em Malaui, país centro-africano de 15 milhões de habitantes, em 2000 ele e sua comunidade passaram fome numa seca terrível. Ele não pôde mais frequentar a escola, e tinha que procurar raízes e restos para comer.

Não aceitando que esse destino fosse inevitável, William começou a frequentar a biblioteca comunitária de sua cidade. Lá encontrou livros sobre ciência, inclusive sobre motores e geradores elétricos. Um deles ensinava como construir um gerador eólico rudimentar, um moinho, para gerar eletricidade. O livro afirmava que, dessa forma, poder-se-ia bombear água. Isso despertou o interesse de William pois, com uma bomba d'água, ele e sua família poderiam escapar da seca e retomar a lavoura. "Então decidi construir um daqueles moinhos", conta ele.

Seus amigos e vizinhos o chamavam de louco. Diziam que ele havia "fumado muita maconha". Ele carregava peças e sucata para montar seu moinho, com ajuda de um primo e de um amigo. Não conseguiu peças para fazer a bomba hidráulica. Então optou por construir um gerador. Quando conseguiu acender uma lâmpada com seu "moinho de vento", parentes, amigos e vizinhos viram que ele não estava louco. Longe disso.

Pouco tempo depois, ele já havia coordenado a construção de mais geradores, que permitiram às pessoas carregar seus celulares. Além, é claro, da bomba hidráulica que permitiu a seu pai ter duas colheitas por ano.

O responsável pela biblioteca comunitária tratou de espalhar a história de William Kamkwamba e hoje ele é conhecido internacionalmente, tendo um livro publicado.

O menino da energia solar otimizada

O menino branco é o estadunidense Aldan Dwyer, de 12 anos, que projetou um sistema de distribuição otimizada de placas fotovoltaicas, baseado na distribuição das folhas das árvores. Aldan é estadunidense, e ficou famoso por sua descoberta.

De fato, as folhas das árvores têm uma distribuição tal que cada uma delas, mesmo as das camadas inferiores, conseguem captar o máximo de energia solar. A distribuição das folhas das árvores segue uma sequência algorítmica chamada sequencia de Fibonacci. Isso ocorre porque, ao longo de bilhões de anos, os espécimes vegetais com melhor distribuição de folhas receberam mais energia e geraram mais sementes, perpetuando seus gens.

A descoberta de Aldan foi apresentada por ele numa despretenciosa feira de ciências. Muito embora ele tenha cometido um erro na forma de medição da eletricidade produzida, ainda assim é fato que a distribuição de placas proposta por ele gera mais eletricidade por cm2 de placa.

Aldan prossegue, com ajuda de seus professores, a estudar sua descoberta que, até agora, provou ser extremamente eficiente na produção de eletricidade.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Energia é a chave para o futuro

Imagem: graur codrin / FreeDigitalPhotos.net

A espécie humana é única no planeta em muitas coisas. Para o bem ou para o mal. Uma das principais diferenças entre nós e os nossos irmãos animais é que nós construímos uma civilização extremamente dependente de energia.

Nós cozinhamos nossos alimentos, coisa que nenhum outro ser no planeta faz. Para isso precisamos de lenha ou gás. Nós nos locomovemos em veículos automotores. Para isso, precisamos de combustível, seja petróleo, biodiesel, etanol, eletricidade ou hidrogênio.

Em nossas casas, temos eletrodomésticos e eletrônicos que utilizam eletricidade. Tornamo-nos dependentes também dela. Quando acontece um blackout, ficamos desorientados e desconcertados, sem saber o que fazer.

Imagem: nuttakit / FreeDigitalPhotos.net
Então, quase tudo que nos torna humanos exige energia que extraímos da Natureza. Podemos extraí-la de forma inteligente, cuidando para não degradar o planeta em que vivemos. Ou podemos extorquir essa energia da Terra. Mas, neste caso, que nos preparemos para as consequências para nós mesmos.

A definição mais simples e básica de sustentabilidade é a seguinte:

Sustentabilidade é viabilidade ao longo do tempo.

Se nossa interação com o meio ambiente é sustentável, então é viável indefinidamente. Com isso, extraímos da Natureza uma energia renovável. Por exemplo, plantamos cana, produzimos álcool. A cana retira CO2 do meio ambiente, ajudando a combater o efeito estufa. Ao queimarmos o álcool em nossos veículos, o CO2 volta para a atmosfera. Mas na safra seguinte de cana, outra vez retiramos esse carbono do ar e o recolocamos nas fibras vegetais. É um ciclo, muito bem representado no famoso símbolo da reciclagem:

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Os ciclos como esse são fundamentais para a mantença do equilíbrio ambiental. O cenário ideal é o de uma energia que utilizamos, devolvemos ao meio ambiente e depois usamos novamente. Com o tempo, o petróleo deveria ser utilizado não mais para queimar, e sim para produzir fertilizantes, tecidos e plásticos. Quando chegar esse dia, toda a energia que utilizarmos será renovável.





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sacolas plásticas

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A lei municipal nº 15.374, que proíbe sacolas plásticas na cidade de São Paulo foi suspensa pelo Tribunal de Justiça. A iniciativa de pedir a suspensão da lei foi do sindicato das empresas fabricantes. Também ficou suspensa a determinação de que as sacolas apresentem texto indicando se são oxidegradáveis, oxibiodegradáveis, degradáveis, fotodegradáveis e biodegradáveis, ou qualquer outro tipo de indicação de benefício ao meio ambiente.

Com isso, fica mais uma vez adiada uma medida fundamental para melhorar a relação da cidade com a Natureza. Os lixões continuarão a crescer como montanhas de lixo e insensatez. O que mostra que, muitas vezes, o ser humano só se move quando a situação passa a ser desesperadora.

Alguns anos atrás, o então vereador ambientalista (hoje deputado estadual) Adriano Diogo tentou aprovar lei para alterar a composição das sacolas plásticas, para que elas se decompusessem quimicamente com o tempo. Era uma solução paliativa, já que a Câmara se recusava a aprovar qualquer lei que restringisse o uso das famigeradas sacolas. Pois a Câmara rejeitou a proposta, alegando que a decomposição química não era o ideal, que o correto seria trabalhar para, no futuro, abolir as sacolinhas. Mas esse futuro está demorando a chegar...

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A desculpa que muitas pessoas dão é a de que as sacolas não serão desperdiçadas, pois transformar-se-ão em sacos de lixo. Mas isso não corresponde à verdade. Boa parte das sacolas será JOGADA no lixo.

Os sacos de plástico viciaram a população. Você compra uma cartela de comprimidos na farmácia e o caixa a entrega a você num saquinho plástico. É absolutamente irracional.

Plástico é um material nobre, oriundo do petróleo. Os plásticos têm uma longa cadeia de carbono. Jogar plástico no lixo é um enorme desperdício de recursos que a humanidade comete nesses tempos de capitalismo predatório.
Nosso planeta é um dos menores do sistema solar. O espaço que temos é pequeno. Qualquer mudança de hábitos, para melhor ou para pior, se refletirá no meio ambiente, para melhor ou para pior. É tempo de rever nossos padrões de consumo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Carro elétrico exige muita energia

Reva, o carro elétrico indiano - site dessa imagem
O debate sobre energias renováveis muitas vezes é amalgamado com o debate ideológico. É bom que isso aconteça, pois as pessoas têm seus conceitos, e não é correto alguém fingir que não os tem.

O debate sobre a Usina de Belo Monte foi um exemplo interessante em que alguns tentaram posar de isentos quando, na verdade, há diversos interesses em jogo. O carro elétrico, se adotado em massa no Brasil, exigirá a construção de cinco usinas iguais às de Belo Monte. É isso que impede sua adoção, ainda.

A questão, o dilema, é o seguinte: a geração hidrelétrica, mesmo sendo considerada uma energia sustentável, causará mais danos ou menos danos ao meio ambiente do que milhões de veículos movidos a petróleo?

Inevitavelmente, teremos que optar por outros combustíveis. O petróleo se tornará raro e caro. Melhor usá-lo para fabricar fertilizantes, tecidos, lubrificantes e plásticos, ao invés de queimá-lo. O país ganhará mais usando-o assim, tanto em termos econômicos como em termos ambientais.

Mas qual a energia que substituirá o petróleo? Com certeza, uma parte dela virá dos biocombustíveis. Como já frisamos aqui, o Brasil é o maior produtor mundial de biocombustíveis. E também o maior consumidor. Também aqui, temos que nos perguntar: mesmo sendo o biodiesel e o etanol combustíveis sustentáveis, não é ainda melhor usar eletricidade? Quanto isso custará?

Certamente, é muito mais caro (para o país e para o consumidor) utilizar o carro elétrico. Provavelmente também é mais oneroso ao meio ambiente. Tanto o biodiesel quanto o etanol, ao serem produzidos, retiram CO2 da atmosfera. A eletricidade não. Além disso, a produção de biocombustíveis gera, como subproduto, eletricidade!

O debate continua. Nos próximos meses, voltaremos ao assunto.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Recesso para descanso



Prezado amigo, prezada amiga.


Este site está num pequeno recesso de final de ano. Voltaremos com energia total em 2012!!


Desejamos a você, leitora, a você, leitor, um ano novo repleto de realizações e evolução pessoal!!


domingo, 18 de dezembro de 2011

Casa ecológica - reciclagem

Imagem: digitalart / FreeDigitalPhotos.net
Se sua casa ainda não tem aquecimento solar, célula fotovoltaica, compostagem de resíduos orgânicos ou geradores eólicos, pelo menos você pode ter reciclagem de lixo, que é o básico do básico.

Muitas pessoas se dizem "ecológicas", desde que ecologia seja só com os outros. Se tiverem que mudar seus hábitos um milímetro, já não querem saber de ecologia. Assim é fácil. Assistem programas sobre meio ambiente na TV a cabo e não têm atitudes ecológicas em seu dia a dia.

Então, vamos fazer um "esforço" e colocar, nas nossas casas, um recipiente de bom tamanho para os plásticos, papéis, vidros e metal que formos descartar. Tem de ser de bom tamanho porque os materiais recicláveis que descartamos estão em muito maior quantidade que o lixo orgânico. Em geral cerca de dez vezes mais.
O material descartável tem que estar limpo. Por exemplo, potes de yogurte devem ser lavados, o que leva cerca de 5 segundos, pois não se trata de esfregar com esponja ou lavar com detergente. É só "passar uma água", como se costuma dizer.

E já que o material descartável é limpo, não vale aquele argumento de muita gente: "ah, mas eu não vou guardar lixo em casa uma semana". Trata-se de vidro, plástico, papel e metal. Não vai "juntar bicho".

Uma questão prática é saber qual o(s) dia(s) em que a coleta de recicláveis passa em sua rua. Em muitas cidades do Brasil essa coleta  não existe ou é muito restrita. Só para citarmos um exemplo, na cidade de São Paulo apenas 1% dos materiais recicláveis são recolhidos separadamente. Em alguns bairros, não há coleta seletiva. E, nos que há, os moradores não têm consciência ambiental suficiente para participar, separando os materiais.

Mesmo que no seu bairro ou cidade não haja coleta seletiva, assim mesmo você deve separar o lixo reciclável. Mesmo que ele seja recolhido pelo caminhão de lixo "normal", a separação facilita imensamente o trabalho dos catadores que recolhem os recicláveis nos lixões, reduzindo-lhes o desagradável contato com lixo orgânico.

Não é preciso quatro recipientes para os quatro tipos de materiais recicláveis. Trata-se de um recipiente só (como o da foto, por exemplo) que irá receber embalagens plásticas, latas de cerveja e refrigerante, jornal velho, caixas de papelão e frascos de vidro, entre outros materiais.

Separar o lixo reciclável é um ato de respeito com o planeta. E é bastante educativo, também. Como foi comentado acima, a quantidade de lixo reciclável que produzimos é tão grande que algumas pessoas chegam a ficar chocadas. Quem sabe isso as ajude a mudar seu padrão de consumo, reduzindo o uso de embalagens, potinhos, frasquinhos e sacolas plásticas...

No link http://www.ecourbis.com.br você tem acesso ao dia e horário em que a prefeitura de São Paulo faz a coleta seletiva na sua rua. Coloque seu CEP, número da residência e selecione a opção coleta diferencidada, para obter a informação.




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Casa ecológica - compostagem

Aqui o site original desta imagem
Quando eu era criança, no interior, costumávamos separar um pedaço do quintal para fazer compostagem. Enterrávamos cascas de frutas, restos de comida, etc, e aquilo virava um adubo de primeira. Em certas épocas do ano, simplesmente não produzíamos lixo. Que tal planejar as cidades para que as casas - ou os quarteirões - tenham um local de compostagem? Se o lixo reciclável for efetivamente reciclado e o não reciclável for transformado em adubo, a produção de carbono cai drasticamente. Nesses quintais poderia se plantar árvores, fazer hortas, jardins...

O lixo orgânico também pode ser usado para produzir energia, através da queima, como mostramos aqui. Também é uma forma de energia renovável. Mas neste post falaremos de como é possível que uma casa reduza ou até elimine a produção de lixo orgânico, simplesmente colocando-o para se transformar em adubo.

Aqui cabe uma crítica e um pedido aos senhores arquitetos e engenheiros civis. Projetem casas e apartamentos com uma área onde se possa fazer compostagem, onde se possa instalar um aquecimento solar de água, uma placa fotovoltaica, um pequeno gerador eólico de eletricidade, e tanque para armazenamento de água para reutilização, com captação de águas pluviais. Procedendo desta forma, os senhores estarão dando uma contribuição inestimável ao meio ambiente.

Além da compostagem do lixo, já existem equipamentos para fazer a compostagem dos dejetos humanos. Sim, acredite, é possível morar numa casa que não joga esgoto nos rios.

Veja a descrição de um desses equipamentos, deste site da empresa Sun-Mar, que os vende:

O Excel é a nossa unidade mais vendida nos EUA e por boas razões. É um toillet com um compartimento biodigestor [bio-drum] de alta capacidade, é muito simples de operar, possui tecnologia bem comprovada e é extremamente confiável. O Excel foi o primeiro banheiro de compostagem auto-suficiente que foi certificado pelo National Sanitation Foundation (NSF). Então, quando você compra um Excel, você está literalmente comprando um banheiro de compostagem que estabelece o padrão.

O Excel tem capacidade suficiente para que ele possa ser usado em qualquer lugar, em residências, casas e até mesmo em pequenos estabelecimentos comerciais.

Para simular o uso residencial do Excel, ele foi testado pelo National Sanitation Foundation (NSF) na capacidade máxima para seis meses contínuos, durante o qual o Excel não produziu odor e produziu composto, de maneira limpa e segura. Somente unidades Sun-Mar auto-suficientes são listadas para uso residencial e em casas de campo pela NSF, cujo padrão # 41 é o padrão mais difícil de ser atingido no desempenho de compostagem no mundo.

Os dois tubos de ventilação são acoplados na parte traseira superior do Excel e podem ser instalados de forma invisível, fazendo-o passar através da parede até o exterior. Para maior conforto, o Excel tem um apoio para os pés resistente destacável que pode ser removido para retirar a gaveta de compostagem.

Em uso normal, o Excel pode normalmente evaporar todos os líquidos, no entanto, um tubo de drenagem de emergência de ½ polegada está instalado na retaguarda e deve ser conectado se a unidade estiver sendo utilizada em residência ou em utilização pesada, ou se é esperada falta de energia prolongada.
Para algumas pessoas, principalmente da classe média alta, ecologia é assunto chic, desde que não interfira nos hábitos de vida perdulários e anti-ecológicos que esses cidadãos costumam manter. Um toillete que produza composto orgânico no próprio banheiro da casa é impensável para essa mentalidade. Mas lá nos EUA e na Europa muitas pessoas já estão fazendo isso.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Casa ecológica - placa solar

Telhas fotovoltaicas dispensam a necessidade de placas. Site dessa imagem aqui

A energia fotovoltaica é produzida devido ao fenômeno físico chamado efeito fotoelétrico.

O efeito fotoelétrico foi descoberto  por acaso em 1887 por Heinrich Hertz. Mas a explicação para ele só foi possível após a descoberta do elétron. Foi Albert Einstein, em 1905, que explicou o que ocorria. Na verdade, elétrons que recebem radiação eletromagnética (luz, por exemplo), em determinadas condições, poderiam ser ejetados dos átomos a que estavam ligados, resultando assim em produção de eletricidade a partir da luz.

Nos dias de hoje, as placas fotovoltaicas estão evoluindo, conseguindo mais eletricidade por m2. Ainda assim, é uma energia muito cara para se produzir em larga escala. Na verdade, é cerca de quatro a seis vezes mais cara que a geração hidrelétrica. No entanto, boa parte desse valor desaparece quando se trata de geração distribuída, ou seja, geração na própria residência, condomínio ou empresa.

Hoje existem as telhas fotovoltaicas e até a tinta fotovoltaica, com a qual se pode pintar um telhado ou uma parede para produzir eletricidade.

Para que essa forma de geração valha a pena, é necessário que o consumo se reduza, através da adoção de lâmpadas econômicas (de LED, por exemplo) e aquecimento solar para chuveiros e torneiras. E, também, é importante que, durante o dia, a casa seja bem iluminada, dispensando o uso excessivo de iluminação artificial.

A humanidade se tornou extremamente dependente do uso de eletricidade. Todos os nossos aparelhos, inclusive os de comunicação, como telefones, computadores e celulares, utilizam essa forma de energia para funcionar. Assim, é fundamental que possamos desenvolver formas de autossuficiência doméstica para a eletricidade.

A desvantagem da geração centralizada é óbvia: qualquer problema que ocorra na usina, ou nas grandes torres de transmissão, podem provocar um black-out que atinge, por vezes, centenas de milhares ou até milhões de pessoas. A geração de eletricidade descentralizada, ao contrário, permite que o consumidor tenha muito mais controle sobre a energia que utiliza.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A casa ecológica - aquecimento solar

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O aquecimento solar é uma forma de reduzir o uso de energia elétrica na residência, condomínio ou empresa. Com isso, fica mais viável que a casa seja autossuficiente, utilizando geração distribuída de eletricidade. 

Explicando melhor: a capacidade de geração de uma turbina eólica, por exemplo, é limitada. Se a casa tiver dois ou três chuveiros, torneira elétrica, aquecedor elétrico central, fica mais difícil suprir tudo isso. Mas se os chuveiros e a torneira elétrica utilizarem água quente oriunda de um aquecedor solar, então fica tudo mais fácil: o gerador eólico consegue prover a eletricidade e o aquecedor solar provê água quente.

O aquecimento solar para a água evita que a energia tenha que viajar por longas distâncias. A energia do sol aquece diretamente a água, e ela é utilizada. Esse é o ponto mais forte da geração distribuída: eliminar a necessidade de grandes instalações de geração, enormes torres de transmissão, milhares de quilômetros de fios. O aquecimento solar é, digamos assim, o uso desburocratizado da energia do sol.

Há empresas especializadas na construção de aquecedores solares. A imagem acima é de um equipamento fabricado por uma dessas empresas. Mas também é possível fazer um aquecedor solar caseiro, mais barato, com materiais simples. Isso tem, claro, a vantagem do preço, mas pode ter algumas desvantagens. Falaremos oportunamente sobre equipamentos artesanais de energias renováveis.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A casa ecológica - energia eólica

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A China anuncia, orgulhosa, que três por cento de sua energia elétrica será por geração eólica em 2015. Pode parecer pouco. E é pouco mesmo. Mas é o que o país conseguiu realizar em termos de geração eólica. Estamos falando de grandes "fazendas" de geradores eólicos, cuja imagem já conhecemos. Cada um daqueles geradores exige o desmatamento de enormes áreas, além de produzir uma energia extremamente cara.

Antes que desanimemos ante essa notícia, vamos lembrar que há uma outra forma de encarar a questão da energia: é a geração distribuída, que abordamos frequentemente neste espaço. Cada casa, ou cada quarteirão, ou cada vilarejo, pode produzir sua energia, que é consumida ali mesmo.

É preciso que os governos, além de pensar macro, pense também o micro. Além de prover grandes usinas hidrelétricas, que são fundamentais para o país continuar crescendo, é preciso estimular a geração distribuída, a qual, no futuro, poderá evitar que todo o peso da geração energética recaia sobre os grandes projetos.

A geração eólica local pode dar conta de todo o gasto da residência, ou até mesmo de uma pequena empresa. O esquema para isso é o que está abaixo:

fonte deste esquema aqui
Antes de se decidir por instalar (ou construir) um gerador eólico residencial, é preciso se informar sobre o regime de ventos de sua região. Você pode fazer isso neste site. O Brasil tem um regime fraco de ventos na maioria das regiões. As exceções são o litoral e regiões mais planas, como Brasília.

O ideal é que a geração residencial utilize, junto com a fonte eólica, geradores fotovoltaicos. Uma coisa complementa a outra. Quando não há vento, há sol. E quando não há sol, em geral há vento. Além disso, as baterias que acumulam a carga têm uma certa autonomia.

O importante é que a residência não fique à mercê das variações naturais dos ventos. Somos viciados em eletricidade. Não conseguimos mais ficar sem ela.


sábado, 3 de dezembro de 2011

A casa ecológica - 1

Imagem: photostock / FreeDigitalPhotos.net

Os autores deste site estão convencidos que uma das melhores formas de melhorar a matriz energética do Brasil e do mundo é adotar a geração distribuída, ou seja, a geração de energia na própria residência - ou empresa - na qual ela será consumida. Ou a geração numa comunidade, que pode ser um vilarejo rural ou um quarteirão de grande cidade.

A geração distribuída reduz a necessidade de grandes obras, como fazendas de geradores eólicos ou grandes hidrelétricas. Não que possamos dispensar essas obras. Não seria viável nesse momento. Mas podemos reduzir nossa dependência com relação a elas.

As energias chamadas alternativas (eólica e fotovoltaica, por exemplo) são ainda muito caras, principalmente quando precisam ser geradas em grande quantidade. Cito aqui matéria do site Acordem:
O maior parque eólico brasileiro, o Parque Eólico de Osório (RS), tem uma área de 130 km2 e potência de 150MW. A usina de Belo Monte ocuparia uma área de 516 km2, e teria uma potência de 11200MW. Ou seja, para produzir o mesmo que Belo Monte em termos de geradores eólicos, seguindo a mesma proporção, precisaríamos de nada menos que 9700 km2, quase 19 vezes a área ocupada por Belo Monte (mesmo se todo litoral brasileiro fosse “povoado” com geradores eólicos numa faixa de 1km de largura não seria suficiente). Sem contar o custo. O parque de Osório custou cerca de 670 milhões de reais. Para produzir o mesmo que Belo Monte (ou seja, 74 vezes mais, custaria cerca de 74 x 670 = 49,5 bilhões de reais. O custo estimado de Belo Monte é de R$19 bilhões.
No entanto, se essa mesma geração de energia for gradualmente transferida para as residências, o custo fica diluído. No entanto, isso requer um esforço hercúleo da Nação, desde incentivos fiscais do Governo Federal (que já existem) até um trabalho de conscientização da população, no sentido de mudança de hábitos. Também passa por uma necessária redução dos custos dos equipamentos para uma casa ecológica.

Esta é a primeira de muitas matérias nesse sentido. A meta, ao final desta série, é termos uma família morando numa casa que tem emissão zero de carbono, isto é, uma casa que compensa TODA a emissão de carbono do ser humano em sua vida diária. Será que conseguiremos? Acompanhe-nos para saber.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ainda a geração distribuída


Estamos cansados de ver, no trânsito, pessoas jogando lixo na rua pelas janelas dos carros. Cigarros, garrafas pets, papel de bala, sacolas plásticas. Muitas vezes são carros "chics", indicando que se trata de pessoas que têm bom poder aquisitivo. Mas não têm boa educação. Não se importam com a cidade, com os outros, com o meio-ambiente.

As pessoas estão acostumadas a não pensar nas consequências de seus atos para o planeta. Por exemplo, em geral, gasta-se uma quantidade enorme de detergente para lavar a louça. Quantidade que é desnecessária e, ainda por cima, muito prejudicial ao meio ambiente, mesmo quando a embalagem do detergente diz que ele é "biodegradável".

Outro exemplo: o tempo todo vemos as pessoas lavando calçadas com mangueira, como se a mangueira fosse uma espécie de vassoura líquida. Água é um bem precioso e que já começa a escassear no planeta. Mas se se tentarmos dialogar com essa pessoa que está tendo a atitude irresponsável, provavelmente ela fará uma cara feia e dirá que nós não temos nada a ver com isso, que a água é dela e ela gasta o quanto quiser. Ou então, dará um sorriso e dirá que já está quase terminando.

Enquanto houver essa atitude individualista dos cidadãos, não conseguiremos fazer florescer a ideia da energia renovável, muito menos da geração distribuída.

Como já frisamos aqui, outro fator impeditivo é, ainda, o alto preço dessa forma de geração. Aquecedores solares, painéis fotovoltaicos e geradores eólicos residenciais ainda são muito caros.

Gradualmente, a consciência das pessoas está melhorando. Cada vez mais famílias reciclam seu lixo, economizam eletricidade e água, e têm hábitos de consumo sustentáveis.

Ao mesmo tempo, os equipamentos de geração distribuída, citados antes, começam a baratear.

Se formos colocar num gráfico cartesiano, trata-se, então, de duas linhas inclinadas. A linha da consciência ambiental tem um traçado ascendente. A linha do custo da geração distribuída, por outro lado, é uma linha descendente. Esperemos que elas logo se cruzem, indicando um ponto em que a educação ambiental tenha evoluído tanto, e o preço dos equipamentos tenha se reduzido tanto, que um grande número de famílias adote essa forma de geração de energia.

Que esse dia chegue logo, pois é uma corrida contra o tempo...


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Biogás - o problema vira solução

site original da imagem aqui
Existem muitos problemas a serem resolvidos no nosso modo de vida urbano. Citamos aqui dois deles:

- a produção diária de lixo pela população - Em nosso país, não há estatísticas exatas da quantidade de lixo produzida pelos aglomerados urbanos, mas acredita-se que esteja entre 1 a 2 kg por residência, por dia.(1). Os lixões, em muitas partes do Brasil, já estão a se esgotar. Nas capitais, esse processo está em ritmo acelerado, colocando às prefeituras e governos estaduais questões de saúde pública.

- a necessidade de fornecer eletricidade a mais e mais famílias - Este é outro desafio. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, baseada na geração hidrelétrica. Usinas como a de Belo Monte, embora sejam alvo de uma campanha por parte de ONGs dos EUA e Europa (regiões que usam a geração a carvão como matriz!!) são a opção mais viável. Mas o Brasil começa, também a utilizar outras formas de geração.

O lixo orgânico contém um alto potencial de geração de calor. Em certas condições, ele se transforma num verdadeiro biocombustível, fazendo funcionar usinas que geram eletricidade, biogás e... fertilizante agrícola!!

Dessa forma, dois problemas somados resultam em... soluções!

Recentemente, um shopping em São Paulo teve que ser evacuado porque, tendo sido construído sobre um lixão (!!), o prédio estava sendo invadido por gás metano, altamente inflamável, com risco de explosão. O problema foi resolvido com instalação de tubulações que direcionam esse gás para a atmosfera. Ora, o gás metano produz o chamado efeito-estufa, causador de aquecimento global. Aliás, o gás metano é ainda pior do que o CO2 como causador de aquecimento global. Ao invés de a prefeitura ter autorizado a construção do shopping, deveria ter construído uma usina de produção de biogás e eletricidade no local.

A produção de energia a partir do lixo exige algumas condições. Primeiro, mudança de hábitos: a população tem que separar o que é lixo orgânico (cascas de legumes, restos de comida, etc) do que é reciclável (plásticos, papel, vidro e metal). Esse lixo orgânico sofre processos químicos pela ação de bactérias, em enormes recipientes conhecidos como biodigestores. Desse processo resulta o biogás, que é então usado para produzir eletricidade, alimentar fornos em empresas ou até para mover veículos!!

Em pequenas cidades, pode ser uma solução para iluminar praças públicas, por exemplo. Ou para abastecer, com biogás, os veículos municipais.

Cada vez mais, essas soluções terão que ser adotadas, pois manter lixões sendo continuamente alimentados com toneladas de lixo, não é sustentável.

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(1) É uma quantidade ainda baixa. Nos EUA, por exemplo, onde os hábitos de consumo não são os mais adequados ao planeta, produz-se muito mais, da ordem de 3 a 5 kg por pessoa por dia. Agora, com a crise, talvez eles estejam sendo forçados a repensar esse modo de vida...